Metodologia
O Termômetro de Crise mede, de 0 a 100, o estresse dos mercados. São duas medidas: o termômetro do mundo, das regiões e dos países, que aparece na página inicial e é atualizado todo dia útil, e o índice global de mercados, mensal, usado na newsletter de domingo. O método é aberto e reprodutível: qualquer pessoa pode recalcular com os mesmos dados públicos.
Nesta página: Mundo · Região · País · Índice global de mercados
Termômetro do mundo, das regiões e dos países
O número grande da página inicial é o termômetro do mundo: a média das 6 regiões. Cada região é a média dos seus países, e cada país é a média dos seus sinais.
Quando atualiza: o termômetro é recalculado em todo dia útil às 11h07 e às 14h07 (leituras parciais, com os preços do dia até ali) e às 18h17 (fechamento, com as notícias e o panorama). As cotações da faixa do topo se atualizam sozinhas a cada 30 segundos; algumas bolsas, como a B3, chegam à fonte com atraso de até 15 minutos, e o horário de cada cotação aparece ao passar o mouse sobre ela.
País
Cada país tem três sinais, todos medidos mês a mês com os fechamentos diários:
- Queda da bolsa: quanto o índice principal está abaixo do fechamento mais alto dos últimos 12 meses, dia a dia.
- Sobe e desce: quanto a bolsa oscila de um dia para o outro no mês (volatilidade realizada).
- Moeda: quanto a moeda mudou contra o dólar em 3 meses, para qualquer lado.
Região e mundo
Cada sinal vira o percentil da história do próprio país (é preciso ter 5 anos de dados antes da primeira leitura, e o cálculo nunca olha o futuro). O termômetro do país é a média dos sinais; o da região, a média dos países; e o do mundo, a média das 6 regiões. Nos dias úteis, os números são atualizados no fim da tarde, com o mês ainda em andamento.
As explicações de cada país juntam duas coisas: o que os números mostram (escrito pelo programa) e o contexto das notícias (escrito pelo agente Correspondente, que pesquisa a semana na web). Toda notícia publicada tem link para a fonte, status do fato (confirmado, operação em curso, ameaça, negociação ou hipótese) e passa por uma conferência automática: só entram links que a busca devolveu de verdade, datas dos últimos dias e textos sem recomendação, promessa ou alarmismo.
Limites: alguns países têm menos sinais. Medidos só pela moeda, porque a fonte não tem o histórico da bolsa: Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai, Rússia, Egito, Nigéria, Quênia, Marrocos. Sem moeda, por desenho: EUA (o dólar é a referência), Hong Kong e Arábia Saudita (moedas atreladas ao dólar). Na Arábia Saudita, o fundo MSCI Arábia Saudita, cotado em dólar, faz o papel da bolsa. Os dados de bolsa e de parte das moedas vêm do Yahoo Finance e do FRED.
Mudança no método: em 6/11/2026 a conta passou de 19 para 35 países. As médias das regiões e do mundo foram recalculadas para todo o histórico com os países novos, por isso leituras antigas podem diferir das publicadas antes dessa data.
Mudança no método: em 6/11/2026 a queda da bolsa passou a ser medida contra o fechamento diário mais alto dos últimos 12 meses. Antes, a conta usava só o fechamento do fim de cada mês, o que escondia quedas rápidas, como a do Ibovespa depois do recorde de 5/10/2026. As leituras antigas foram recalculadas com a regra nova.
Índice global de mercados (newsletter de domingo)
É outro número, diferente do termômetro do mundo: usa 5 indicadores dos mercados globais e é mensal.
Como funciona
- Cada componente é medido todo mês.
- O valor do mês vira um percentil: a porcentagem dos meses desde 1990 em que o indicador esteve mais calmo do que agora. O cálculo só usa o passado até aquele mês, nunca o futuro.
- O Termômetro é a média ponderada dos percentis. Se faltar um componente, os pesos dos demais são redistribuídos; com menos de 4 de 5, não há leitura.
Componentes e pesos
| Componente | O que mede | Peso |
|---|---|---|
| Energia | Distância do Brent até a média de 12 meses, em qualquer direção | 15 |
| Juros longos | Variação do juro de 10 anos dos EUA em 3 meses, em qualquer direção | 15 |
| Volatilidade | VIX, média do mês | 15 |
| Ações | Queda do S&P 500 desde a máxima de 12 meses | 10 |
| Porto seguro | Variação do ouro em 3 meses, em qualquer direção | 10 |
Petróleo, juros e ouro contam choques nos dois sentidos: em crises de liquidez, como 2008 e 2020, petróleo e ouro despencam, e isso também é sinal de estresse.
Teste histórico
| Episódio | Pico | Mês |
|---|---|---|
| Bolha .com | 89 | out/01 |
| Crise de 2008 | 96 | fev/09 |
| Covid | 94 | abr/20 |
| Choque de 2022 | 88 | jun/22 |
Nenhum ano calmo do teste (2005, 2017, 2019, 2021) entrou na faixa Crise. Um bom resultado no passado não garante o mesmo comportamento no futuro.
Limites
- Leitura mensal: o índice reage a crises, não as prevê.
- Ainda fora do índice: Crédito (spread corporativo), Dólar global, Conflitos (ACLED).
- Os pesos são uma escolha de método, não uma verdade estatística.