Metodologia
O Termômetro de Crise resume em um número de 0 a 100 o estresse dos mercados globais. O método é aberto e reprodutível: qualquer pessoa pode recalcular com os mesmos dados públicos.
Como funciona
- Cada componente é medido todo mês.
- O valor do mês vira um percentil: a porcentagem dos meses desde 1990 em que o indicador esteve mais calmo do que agora. O cálculo só usa o passado até aquele mês, nunca o futuro.
- O Termômetro é a média ponderada dos percentis. Se faltar um componente, os pesos dos demais são redistribuídos; com menos de 4 de 5, não há leitura.
Componentes e pesos
| Componente | O que mede | Peso |
|---|---|---|
| Energia | Distância do Brent até a média de 12 meses, em qualquer direção | 15 |
| Juros longos | Variação do juro de 10 anos dos EUA em 3 meses, em qualquer direção | 15 |
| Volatilidade | VIX, média do mês | 15 |
| Ações | Queda do S&P 500 desde a máxima de 12 meses | 10 |
| Porto seguro | Variação do ouro em 3 meses, em qualquer direção | 10 |
Petróleo, juros e ouro contam choques nos dois sentidos: em crises de liquidez, como 2008 e 2020, petróleo e ouro despencam, e isso também é sinal de estresse.
Teste histórico
| Episódio | Pico | Mês |
|---|---|---|
| Bolha .com | 89 | out/01 |
| Crise de 2008 | 96 | fev/09 |
| Covid | 94 | abr/20 |
| Choque de 2022 | 88 | jun/22 |
Nenhum ano calmo do teste (2005, 2017, 2019, 2021) entrou na faixa Crise. Um bom resultado no passado não garante o mesmo comportamento no futuro.
Limites
- Leitura mensal: o índice reage a crises, não as prevê.
- Ainda fora do índice: Crédito (spread corporativo), Dólar global, Conflitos (ACLED).
- Os pesos são uma escolha de método, não uma verdade estatística.