Edição de 05/11/2026 · índice global de mercados em 59 (leitura de set/26)
Termômetro de Crise: 59, Alerta — edição de 05/11/2026
O Termômetro da semana
O Termômetro de Crise marcou 59 de 100, nível Alerta, na leitura de setembro de 2026. Esse nível significa que dois ou mais componentes estavam estressados ao mesmo tempo. No mês anterior, o índice estava em 38 (Atenção). Setembro é a leitura mais recente com dados completos, então ela vem antes dos eventos de novembro abaixo.
Três componentes mexeram mais. Energia (distância do petróleo Brent até a média de 12 meses) foi a percentil 91, com +40 no mês. O percentil compara o mês com toda a série histórica, e 91 está perto do topo. Juros longos (variação do juro de 10 anos dos EUA em três meses) foi a 76, com +39. Ações (queda do S&P 500 desde a máxima de 12 meses) foi a 53, com +31. A volatilidade, medida pelo VIX, ficou no percentil 36, e o porto seguro (ouro) caiu 21 pontos, ao percentil 27. Por região, o Oriente Médio está em 82 (Crise) e a América do Norte em 68 (Tensão). O Termômetro Brasil marca 60 (Alerta). Para comparação, o pico do choque de 2022 foi 88 (jun/22).

Os 3 riscos no radar
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Irã e Estados Unidos: acordo distante, Hormuz fechado (Oriente Médio, negociação). Mediadores do Catar foram a Teerã para discutir um rascunho de acordo. Um oficial iraniano disse à Reuters que o Irã segue longe de um acerto. Teerã condiciona a reabertura do Estreito de Hormuz ao fim de sanções ao petróleo e do bloqueio naval americano, além da liberação de fundos congelados. Segundo o Axios, Trump pondera retomar ataques, fechar acordo ou manter a pressão econômica. Essa é uma declaração, não uma decisão. O Brent fechou a US$ 94,62 em 4/11, queda de 8,7%. O preço varia por contrato e horário. Canal até o Brasil: petróleo e combustíveis, com efeito sobre IPCA (inflação oficial), Selic (juro básico) e câmbio. Fontes: Union Leader (Reuters) e Gulf News.
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Juros dos EUA perto de 5% e Fed pode subir em dezembro (Américas, fato confirmado). O rendimento do Treasury de 10 anos, título do governo americano, estava em 4,974% em 4/11. O Fed, banco central dos EUA, manteve os juros em 3,75%-4,00% em 28/10, por 10 votos a 2. Os dois votos vencidos foram por alta de 0,25 ponto. O CPI (inflação ao consumidor dos EUA) de setembro subiu a 3,7% ao ano. Os mercados dão de 75% a 85% de chance de alta em 9/12, conforme a fonte. Canal até o Brasil: juros americanos altos reduzem o espaço para cortes da Selic e pressionam o real. O Copom manteve a Selic em 13,75%, por unanimidade, e interrompeu os cortes. Fonte: Rio Times.
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Rússia ataca a rede elétrica da Ucrânia (Europa e Eurásia, operação em curso). Segundo Zelensky, a Rússia lançou 289 drones, 17 mísseis balísticos e 59 de cruzeiro em 3/11. O ministério de energia ucraniano diz que instalações em 10 regiões foram atingidas. O bombardeio de uma escola usada como centro de ajuda, em Zaporíjia, deixou 42 mortos confirmados pela polícia. A Rússia diz que mirou alvos militares. Canal até o Brasil: diesel, derivados e frete no Mar Negro. A guerra também pesa sobre trigo, milho e fertilizantes, mas nada confirma mudança de preço desses itens nesta semana. Fonte: Al Jazeera (Reuters).
Uma lição da história
O choque de 2022 é o episódio mais próximo no próprio Termômetro. Ele chegou a 88 em junho daquele ano. Naquele período, energia cara e juros em alta andaram juntos, como agora: Energia e Juros longos foram os componentes que mais subiram em setembro.
Semelhanças: uma guerra ligada ao petróleo e uma inflação que limita os bancos centrais.
Diferenças: hoje o índice está em 59, bem abaixo do pico de 2022. A volatilidade e o ouro seguem em níveis baixos. O foco atual é o Estreito de Hormuz, e há uma negociação aberta que pode derrubar o preço do petróleo. Foi o que se viu em 4/11, quando o Brent recuou cerca de 9%.
A comparação ajuda a entender mecanismos. Ela não prova que o futuro vai repetir 2022.
O que acompanhar nos próximos 7 dias
- 5/11: resposta de EUA e Irã ao rascunho do Catar. O prazo é informal, e o Irã diz que não há prazo. O resultado define se haverá acordo interino ou retomada de ataques. Union Leader
- 6/11: relatório de emprego de outubro nos EUA. Entra na avaliação do Fed e move juros longos e dólar. BLS
- Semana de 9/11 (data exata não confirmada): reunião EUA-Rússia-Ucrânia em Abu Dhabi. É a primeira rodada anunciada sobre segurança pós-guerra e desescalada. Al Jazeera
- 10/11: CPI de outubro nos EUA, o último dado de inflação antes da decisão do Fed em 9/12. Testa as apostas de alta de juros. BLS
- 10/11: ata do Copom. Detalha por que o Banco Central pausou a Selic em 13,75% e indica o rumo para a reunião de 8 e 9/12. Banco Central
Leitura de set/26, a mais recente com dados completos. Método aberto: 5 indicadores públicos, cada um comparado com o próprio histórico desde 1990.
Conteúdo educativo e informativo. Não é recomendação de compra ou venda de nenhum ativo nem considera a sua situação financeira. Decisões de investimento são suas; se precisar, procure um profissional certificado.
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